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Os 10 Melhores Álbuns de 2024

Um ano que recusou a nostalgia e apostou no risco. Estes foram os discos que definiram 2024 na nossa escuta.

IndiePopHip-HopRock|Por Pedro

2024 foi o ano em que a indústria musical parou de fingir que sabe o que está fazendo — e isso foi, surpreendentemente, uma boa notícia. Sem consenso de mainstream, sem um álbum que todos ouviram ao mesmo tempo, o espaço aberto deixou emergirem obras que não pediam permissão para existir.

10. Chappell Roan — The Rise and Fall of a Midwest Princess

Tecnicamente de 2023, mas 2024 foi o ano em que o mundo finalmente ouviu. Roan construiu uma persona de glam drag queen do interior dos EUA que é ao mesmo tempo irônica e completamente sincera. "Good Luck, Babe!" é hit absoluto.

9. Waxahatchee — Tigers Blood

Katie Crutchfield voltou ao country-folk das raízes e entregou seu álbum mais maduro. "Burns Out at Midnight" deveria estar tocando em todo lugar.

8. Charli XCX — Brat

O disco que capturou o espírito do verão e se recusou a pedir desculpas por isso. Produção de A.G. Cook no auge, e Charli mais ela mesma do que nunca.

7. Mk.gee — Two Star & The Dream Police

O álbum mais estranho e belo do ano. Guitarra de textura alien, letras herméticas, produção que parece vir de outro planeta. Descubra antes que todo mundo finja que sempre conheceu.

6. Magdalena Bay — Imaginal Disk

Synth-pop conceitual sobre consciência e identidade digital. Ambicioso, coeso e cheio de faixas que ficam na cabeça por dias.

5. Vampire Weekend — Only God Was Above Us

A volta inesperada e melhor-do-que-qualquer-coisa-que-esperávamos. Ezra Koenig e companhia soam ao mesmo tempo saudosos e urgentes.

4. Floating Points — Cascade

Música eletrônica como experiência física. Sam Shepherd construiu algo que existe entre o techno e a música contemporânea e não pertence a nenhum dos dois.

3. Mdou Moctar — Funeral for Justice

Rock como protesto político, guitarra como arma, e um artista nigeriano que faz a maioria dos guitarristas brancos parecerem amadores.

2. Benson Boone — Fireworks & Rollerblades

A surpresa do ano. Pop descarado, vocal extraordinário, e uma sinceridade que deveria soar ingênua mas soa refrescante.

1. Billie Eilish — HIT ME HARD AND SOFT

O disco mais íntimo e corajoso de Eilish. Sem concessões, sem singles calculados, sem separação entre a artista e a pessoa. Um salto de maturidade que poucos conseguem dar tão cedo.

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